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  • Carlos Pires

CHO (Diretor da Felicidade)


De um bom tempo para cá, e principalmente a partir do momento de pandemia que o mundo vem vivendo, boa parte das empresas tem buscado oferecer ao seu cliente, além do melhor serviço e/ou produtos e preços, o melhor atendimento, a melhor experiência, o sucesso do cliente, a felicidade do cliente e etc., e isso são novos conceitos que vêm definidos através de algumas siglas, como CX, CS e etc..


Porém, quando surgem coisas novas, elas nunca surgem sozinhas, pois sempre está ligada a outras novas coisas, que também surgem como novidades, sendo assim, para oferecer ao cliente, tudo que citamos acima, as empresas chegaram a uma conclusão, ou seja, para crescer, se perpetuar no mercado, e ter clientes que serão verdadeiros fãs da marca, devido as grandes experiências e a felicidade dos mesmos, é necessário que as empresas, através dos seus colaboradores, sejam também felizes, desta forma, vem sendo criado dentro das empresas uma nova função, que também vem acompanhada de uma sigla, o CHO (Chief Happiness Officer), que é o profissional responsável por cuidar dos níveis de felicidade organizacional, ou seja, é o responsável pela felicidade da empresa.


O CHO, não é necessariamente um cargo, mas uma função que pode ser exercida e assumida por uma ou mais pessoas, que podem ser CEO, Diretor, Gerente, Coordenador, não precisa também ser alguém de uma área específica, pode ser colaborador do RH, do Marketing, do atendimento e etc.. Já os atributos necessários para esta função são: engajar as lideranças; medir, através de pesquisas bem precisas, qual o cenário da felicidade dos colaboradores; planejar e implantar novas ações que tornem os colaboradores mais felizes.


Mas é fundamental sabermos que este tema, felicidade corporativa, ou seja, felicidade no trabalho, não significa ter pessoas sorrindo o tempo todo, muito menos, usar somente algumas compensações para aumentar a satisfação, como por exemplo, oferta de frutas, ginástica laboral e folga no aniversário, pois essas compensações aumentam a satisfação, mas não são suficientes para garantir a felicidade. Desta forma, é necessário implantar ações que melhorem suas relações e permitam melhores resultados individuais.


Segundo pesquisas, menos de 30% dos brasileiros estão engajados no trabalho, e mais de 33 milhões, segundo a Consultoria Deloitte, sofrem de Síndrome de burnout (distúrbio psíquico caracterizado pelo estado de tensão emocional e stress provocados por condições de trabalho desgastantes).


As empresas começaram a enxergar e realmente entender, que seu maior ativo são seus colaboradores. Colaboradores felizes produzem mais, são mais criativos, tem menor turnover, menor absenteísmo, são mais fiéis, divulgam a marca, se tornam também fãs da empresa, têm melhores relações e assim, geram melhores resultados. Não podemos esquecer também de algo fundamental, a felicidade no trabalho, traz uma melhor qualidade de vida, isso traz um bem social enorme, diminuindo muito problemas graves de depressão, que podem causar alcoolismo, consumo de drogas e até o suicídio. Veja uma notícia recente e muito preocupante: o Japão teve mais suicídios em um mês, do que mortes por covid-19 em todo o ano; o fator problemas no trabalho deve também, ter afetado este índice.


Sua empresa se preocupa com a felicidade dos seus colaboradores? Sua empresa é um local feliz para se trabalhar? Você se sente feliz na sua empresa? Já tem alguém cuidando da felicidade da empresa onde você trabalha? Lembre-se, não existe experiência positiva do cliente e nem cliente feliz, com colaboradores e empresas infelizes.


Um Grande Abraço a Todos!


Vamos em Frente!

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